Projeto Labor reúne grandes nomes para a residência artística e workshop no Studio OM.ART

Sete artistas criam trabalhos individuais e coletivos com o francês David Ancelin Uma experiência transversal que une arte e reflexão através de linguagens multidisciplinares é a proposta do projeto LABOR, que reúne Carlos Vergara e o francês David Ancelin juntamente com Arjan Martins, Caroline Valansi, Lynn Court, Oskar Metsavaht, Vincent Rosenblatt e Vicente de Mello.

 

 

Com organização curatorial de Victor Gorgulho, a abertura da Residência Artística Cruzada do Instituto Francês do Brasil acontece neste sábado, dia 15, no studio OM.art, Rio de Janeiro, e tem como fio condutor a prática do silk screen (ou serigrafia). “Fizemos uma pesquisa de mais de 30 nomes de artistas franceses e chegamos ao David Ancelin. Além de ter uma obra muito interessante e consistente, é um artista cuja prática possui afinidades técnicas e criativas com a de Carlos Vergara. Além do fato de que é um artista familiarizado com o cenário carioca pois já esteve duas vezes na cidade. Sua prática em serigrafia nos lembrou da produção do Vergara nos anos 60, quando o artista utilizava a técnica como forma de burlar a escassez de recursos durante a ditadura militar. O título LABOR nasce da união entre a ideia de trabalho manual, fundamental para a serigrafia, com a atmosfera de laboratório que o projeto possui”, explica Victor Gorgulho. O projeto começou a partir da residência do artista francês David Ancelin, no ateliê de Carlos Vergara, em Santa Teresa, desde 1º de dezembro. No dia 10, Vergara e Ancelin seguiram para o studio OM.art, no Jardim Botânico, para uma imersão com todos os artistas convidados. “A residência artística e os workshops são como viver em sociedade. É necessário que se tenha uma troca de informações, modelos e técnicas para que o nosso trabalho possa ser alimentado com o novo e o diferente, e, assim, possamos melhorar. Eu me senti muito bem com o Vergara, parecia que já tínhamos nos conhecido antes.

 

 

O trabalho dele com o silk screen me impressionou muito, é impactante, com cores vibrantes e fortes. Eu sempre gostei de trabalhar em projetos colaborativos desde a faculdade de artes e acho que esse momento está sendo muito propício para todos.”, comenta David Ancelin. Durante uma semana, os artistas se unem para refletir, trocar experiências e moldar todo esse processo. A partir de 15 de dezembro, o resultado será apresentado ao público em obras individuais e coletivas. “Eu ainda não tenho uma pré-visão do que será esse projeto, afinal, a residência artística é isso. Uma troca entre todos. Cada artista fazendo intervenções na obra coletiva e pensando sobre técnicas e processos. Quando tive contato com a obra do Ancelin fiquei muito interessado na maneira em que ele usava a serigrafia. A troca é sempre muito importante para um artista. Junto com todos, quero pensar em trabalhos com um viés dos direitos humanos, sem entrar no cunho político partidário. Mas acho que são questões que precisamos pensar e trabalhar em cima.”, explica o artista plástico Carlos Vergara.

 

O francês David Ancelin foi selecionado por Luisa Duarte e Victor Gorgulho. O projeto LABOR faz parte do programa Residência Artística Cruzada do Instituto Francês do Brasil, que trouxe David Ancelin para o país. O projeto terá continuidade em 2019, na França.

Sobre David Ancelin

David Ancelin vive e trabalha em Paris, na França. Sua prática contempla mídias diversas, como gravura, pintura e escultura. O artista interessa-se pelas relações entre imagens originais e suas reproduções, utilizando tanto materiais e modos de produção industriais quanto técnicas artesanais em seus processos. Desde 2010, conduz o projeto Macumba Night Club Editions, em que produz gravuras a partir da colaboração com outros artistas. Dentre os artistas brasileiros que já colaboraram com a projeto estão Alexandre Vogler, AVAF (Assume Vivid Astro Focus), Jarbas Lopes e o coletivo Opavivará!. Ancelin já participou de exposições coletivas em diversas instituições e teve individuais em espaços prestigiados como o Palais de Tokyo e o Musée de la Monnaie, ambos em Paris.

Sobre o studio OM.art (@_om.art_)

Inaugurado em maio de 2018, o studio OM.art é um espaço idealizado por Oskar Metsavaht que abriga conteúdos de reflexão contemporânea sobre arte, ciência e filosofia, por meio do olhar de curadores e intelectuais convidados. Seu propósito experimental é a transversalidade entre as várias plataformas de expressão. O studio fica localizado no cluster de arte Vila Portugal dentro do Jockey Club carioca, no bairro do Jardim Botânico.

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